sábado, 24 de dezembro de 2016

Imagens de tem direitos autorais, acho justo. 
Mas a arte deveria ser gratuita e conhecida por todos.
A sua divulgação pelo menos, para conhecimento geral, através de imagens, fotos, sons, iluminação, enfim tudo que transforma a vida em algo belo e gratificante.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

No antigo Bairro do Marimbondo, hoje loteamentos Eldorado III e Ipê IV existe esta linda capela.
Aqui houve o assassinato de Sr. Guido Izidoro Dall`Acqua pai do "Giácomo Dall`Acqua"  era muito conhecido na região. Fazendeiro próspero.
Uns oitenta e três anos se passaram e ninguém sabe ao certo quem lhe tirou a vida. As investigações chegaram a apenas um suspeito que foi levado para São Paulo e logo em seguida liberado. 
Sua morte permanece um mistério até os dias de hoje.

Ibitinga- "In memória"

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

domingo, 20 de novembro de 2016

Pensamentos de Luiz Gama, confesso nunca havia ouvido falar nele...

(...) 
O que sou e como penso, 
Aqui vai com todo o senso, 
Posto que já veja irados 
Muitos lorpas enfunados, 
Vomitando maldições 
Contra as minhas reflexões. 
Eu bem sei que sou qual Grilo 
De maçante e mau estilo; 
E que os homens poderosos 
Desta arenga receosos, 
Hão de chamar-me tarelo, 
Bode, negro, Mongibelo; 
Porém eu, que não me abalo, 
Vou tangendo o meu badalo 
Com repique impertinente, 
Pondo a trote muita gente. 
Se negro sou, ou sou bode, 
Pouca importa. O que isto pode? 
Bodes há de toda a casta, 
Pois que a espécie é muita vasta... 
Há cinzentos, há rajados, 
Baios, pampas e malhados, 
Bodes negros, bodes brancos , 
E, sejamos todos francos, 
Uns plebeus, e outros nobres, 
Bodes ricos, bodes pobres, 
Bodes sábios, importantes, 
E também alguns tratantes... 
Aqui, nesta boa terra, 
Marram todos, tudo berra; 
Nobres Condes e Duquesas, 
Ricas Damas e Marquesas, 
Deputados, senadores, 
Gentis-homens, vereadores; 
Belas Damas emproadas, 
De nobreza empantufadas; 
Repimpados principotes, 
Orgulhosos fidalgotes, 
Frades, Bispos, Cardeais, 
Fanfarrões imperiais. 
Gentes pobres, nobres gentes, 
Em todos há meus parentes . 
Entre a brava militança 
Fulge e brilha alta bodança ; 
Guardas, Cabos, Furriéis, 
Brigadeiros, Coronéis, 
Destemidos Marechais, 
Rutilantes Generais, 
Capitães de mar e guerra, 
— Tudo marra, tudo berra — 
Na suprema eternidade, 
Onde habita a Divindade, 
Bodes há santificados, 
Que por nós são adorados. 
Entre o coro dos Anjinhos 
Também há muitos bodinhos. — 
O amante de Siringa 
Tinha pêlo e má catinga; 
O deu Mendes, pelas contas, 
Na cabeça tinha pontas; 
Jove quando foi menino, 
Chupitou leite caprino; 
E, segundo o antigo mito,   


Também Fauno foi cabrito. 
Nos domínios de Plutão, 
Guarda um bode o Alcorão; 
Nos lundus e nas modinhas 
São cantadas as bodinhas: 
Pois se todos têm rabicho , 
Para que tanto capricho? 
Haja paz, haja alegria, 
Folgue e brinque a bodaria; 
Cesse, pois, a matinada,
Porque tudo é bodarrada.
Luiz Gama
P.s: Símbolo da abolição momentânea... pois a luta continua.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Pude assistir o fim da partida do meu tipo preferido o "Grêmio Do Rio Grande do Sul".
Adoro suas cores azul, branco e preto.
Hoje eu fiz algo que já deveria ter feito a muito tempo. Eu também terminei com um jogo no qual estava perdendo desde que entrei na partida. 


terça-feira, 11 de outubro de 2016


Presságio
 O AMOR, quando se revela,
 Não se sabe revelar.
 Sabe bem olhar p'ra ela,
 Mas não lhe sabe falar.

 Quem quer dizer o que sente
 Não sabe o que há de dizer.
 Fala: parece que mente...
 Cala: parece esquecer...

 Ah, mas se ela adivinhasse,
 Se pudesse ouvir o olhar,
 E se um olhar lhe bastasse
 P'ra saber que a estão a amar!

 Mas quem sente muito, cala;
 Quem quer dizer quanto sente
 Fica sem alma nem fala,
 Fica só, inteiramente!

 Mas se isto puder contar-lhe
 O que não lhe ouso contar,
 Já não terei que falar-lhe
 Porque lhe estou a falar...
Fernando Pessoa

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

De iludir as horas cheguei a exaustão,
Não há mais o mesmo brilho e a cativante emoção dos tempos de outrora.
Aqui, não é o paraíso, mas de alguma forma encontrava alento nas palavras,
Letras essas que com o tempo foram tornando-se tão tristes quanto a minha realidade...

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TREM BALA- Ana Vilela (LETRA)