domingo, 24 de abril de 2011

Amarga doçura


Eu queria tanto que você me amasse, da mesma forma que eu te amo. Mas sei que não, sua vida é complexa demais.
Não consigo mais te olhar nos olhos sem demonstrar o que sinto, te amar ficou impossível de esconder, minha boca nada emite, porém meu corpo denuncia a vontade de querer estar pertinho e matar a saudade, que aumenta ao passo que se torna improvável esse romance.
Não aguento mais essa tortura, preciso me afastar... me esquecer de ti.

sábado, 23 de abril de 2011

Nunca me esqueci de ti

Bato a porta devagar,
Olho só mais uma vez
Como é tão bonita esta avenida...
É o cais. Flor do cais:
Águas mansas e a nudez
Frágil como as asas de uma vida


É o riso, é a lágrima
A expressão incontrolada
Não podia ser de outra maneira
É a sorte, é a sina
Uma mão cheia de nada
E o mundo à cabeceira


Mas nunca
Me esqueci de ti
Não nunca me esqueci de ti
Eu nunca me esqueci de ti
Não nunca me esqueci de ti


Tudo muda, tudo parte
Tudo tem o seu avesso.
Frágil a memória da paixão...
É a lua. Fim da tarde
É a brisa onde adormeço
Quente como a tua mão


Mas nunca
Me esqueci de ti
Não, nunca me esqueci de ti
Não, nunca me esqueci de ti
Eu nunca me esqueci de ti

Nunca me esqueci de ti
Não não não não não nunca me esqueci de ti

Não não não não não não não não
Nunca me esqueci de ti

Não não
Nunca me esqueci de ti..

  Rui veloso


Amor

sábado, 16 de abril de 2011

Reflita

Só sei que demoraram muito tempo para perceberem que nada sabem...
Presente, futuro e passado não importa, são apenas grãos de areia numa ampulheta velha, um dia se está cheio no outro vazio. E assim seguem perdidos em seus devaneios vãos e mesquinhos. Se esquecem que são parte de um todo, e ninguém se faz sozinho. Pulem esse muro de hipocrisia e sigam livres, para serem felizes de corpo e alma.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Carlos Drummond de Andrade

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.



A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Amor impossível

Existem horas do meu dia que eu quero fugir, sumir
Mas eu não tenho pra onde ir, quero ver o céu azul
Ser feliz, nem que fosse só por um segundo
Eu que não sou capaz de voar, eu sei que não posso ser feliz assim
Eu sei do que preciso...
Mas não consigo ver a luz no fim do túnel,
Eu sei que você não é possível...
Sigo vivendo por aí, sem aquele brilho que só você provoca em meu olhar...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

De coração pra coração

Fotos de Fotos de cartelera – Sonico

Quero lhe mostrar meu pedacinho do céu, não é muito grande, mas lá têm tudo que precisas...

Amor, Carinho, Compreensão, Respeito, Amizade e Paz.

Meu cantinho é humilde, não possuo nem reservo riquezas, acredito ter tudo que preciso bem aqui ao alcance das mãos.

Me dê sua mão, não temas mais, te acompanharei, mostrando o caminho.

Se permita a chance de conhecer o antes desconhecido, aqui onde moro, não há conforto, apenas um ombro amigo...

domingo, 3 de abril de 2011

Desesperança

Procurei em ti razões para minha própria existência, traços de humanidade, resquícios de polidez e segurança...perdi-me no imenso vazio de tuàlma, esquecida num tempo distante.
Chorei lágrimas amargas, tropeçando loucamente pelos caminhos, fiquei sem chão, sem rumo e sem destino...
Já não almejo encontrar a tão sonhada felicidade, o tempo todo ela estava ao meu lado, eu é que não percebi ela sumindo. Agora é tarde não há nada a se fazer...O tempo não volta.

TREM BALA- Ana Vilela (LETRA)