domingo, 31 de julho de 2011

Não vá...ainda é cedo!

Perder alguém querido é olhar o horizonte e não ver nada, tentar agarrar o que não mais existe, criar esperanças que se vão, como ventania. É um chorar sentido e angustiante que amarga e me sufoca, as lágrimas rolam sem cessar pelo meu rosto.
queria por um fim a essa dor que me consome, que aniquila meu ser e poda minha vivência...Você se foi assim, sem despedidas e eu com tanta coisas ainda por dizer, gestos de carinhos pra te dar e partiu pra nunca mais. Como se aquele que presencio na minha  frente não foste você. Minha vontade é descobrir-te o rosto e segurar-te as mãos frias e gritar tudo aquilo que sinto, implorar se preciso for para que volte,respire e abra esses olhos que tantas vezes me mostrou a alegria de viver. Tirem esse sentimento de inércia de mim ao vê-lo descer a terra fria, agora teu único abrigo. 
Eu não aceito a morte, como não aceito essa vida ingrata. Porquê permitiste que fostes tão cedo, levaste a mim então que vivo há muito mais tempo que ti... 
A você que amei tanto minha eterna saudade...




sábado, 30 de julho de 2011

Trecho mais marcante do Livro o Pequeno Príncipe



  Então a raposa apareceu.
-"Bom dia."-disse a raposa.
-"Bom dia."- respondeu educadamente o Pequeno Príncipe.
-"Quem és tu? És tão bonita de se olhar."
-"Eu sou uma raposa.", disse a raposa.
-"Vem brincar comigo.", propôs o Pequeno Príncipe.
-"Eu estou tão triste."
-"Não posso brincar contigo.", disse a raposa.
- "Eu não estou cativada."
- "O que significada isso ? cativar?"
-"É uma coisa que as pessoas frequentemente negligenciam.", disse a raposa.
-"Significa criar laços."
-"Sim.", disse a raposa.
-"Para mim és apenas um menininho e eu não tenho necessidade de ti. E tu por sua vez, não tens nenhuma necessidade de mim. Para ti eu não sou nada mais do que uma raposa, mas se tu me cativares então nós precisaremos um do outro". A raposa olhou fixamente para o Pequeno Príncipe durante muito tempo e disse:
-"Por favor cativa-me."
-"O que eu devo fazer para te cativar?" perguntou o Pequeno Príncipe.
-"Deves ser muito paciente.", disse a raposa.
-"Primeiro vais sentar-te a uma pequena distância de mim e não vais dizer nada. Palavras são uma fonte de desentendimento. Mas sentar-te-ás um pouco mais perto de mim todos os dias."
No dia seguinte o Príncipezinho voltou.
-"Teria sido melhor voltares à mesma hora." disse a raposa.
-" Se tu vens por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais me sentirei feliz. Ás quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens por exemplo a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração...É preciso criar rituais."
Então o Pequeno Príncipe cativou a raposa.
Quando chegou a hora da partida dele:
-"Oh!" disse a raposa. -"Eu vou chorar".
-"A culpa é tua", disse o Pequeno Príncipe.
- "Tu mesma quiseste que eu te cativasse...".
-"Adeus.", disse o Pequeno Príncipe.
- "Adeus.", disse a raposa.
-"Agora vou contar-te um segredo: Nós só podemos ver perfeitamente com o coração; o que é essencial é invisível aos olhos. Os homens têm esquecido esta verdade. Mas tu não deve esquecê-la. Tu tornas-te eternamente responsável por tudo aquilo que cativas." 


sexta-feira, 29 de julho de 2011

...dizem que existe o céu e o inferno... não acredito, o inferno por exemplo é aqui. 
 Com direito a todo tipo de entidades, não há como fugir. Se meios houvesse tantas vidas não seriam destruidas ao acaso como está acontecendo. O mal está em toda parte, independente de seu credo e religião.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Frases

A alvidez de tuàlma conheci na mais densa escuridão...
E caminhei à passos largos para o mais completo desconhecido.
                                                                                                                      Eugenia

terça-feira, 19 de julho de 2011

JOSÉ

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?

Carlos Drummond de Andrade


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.



Ambos existem; cada um como é.


Fernando Pessoa

Gifs e Imagens Para seu Orkut

sábado, 16 de julho de 2011

Enquanto houver sol Titãs

Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nenhuma idéia vale uma vida...


Quando não houver esperança
Quando não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós
Algo de uma criança...


Enquanto houver sol
Enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol
Enquanto houver sol...


Quando não houver caminho
Mesmo sem amor, sem direção
A sós ninguém está sozinho
É caminhando
Que se faz o caminho...


Quando não houver desejo
Quando não restar nem mesmo dor
Ainda há de haver desejo
Em cada um de nós
Aonde Deus colocou...


Enquanto houver sol
Enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol
Enquanto houver sol...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

João Cabral de Melo Neto


Morte e vida severina    (Auto de Natal Pernambucano)


O RETIRANTE EXPLICA AO LEITOR QUEM É E A QUE VAI

— O meu nome é Severino,
como não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias.
Mas isso ainda diz pouco:
há muitos na freguesia,
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias
e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.
Como então dizer quem fala
ora a Vossas Senhorias?
Vejamos: é o Severino
da Maria do Zacarias,
lá da serra da Costela,
limites da Paraíba.
Mas isso ainda diz pouco:
se ao menos mais cinco havia
com nome de Severino
filhos de tantas Marias
mulheres de outros tantos,
já finados, Zacarias,
vivendo na mesma serra
magra e ossuda em que eu vivia.
Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra,
no mesmo ventre crescido
sobre as mesmas pernas finas,
e iguais também porque o sangue
que usamos tem pouca tinta.
E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte,
de fome um pouco por dia
(de fraqueza e de doença
é que a morte severina
ataca em qualquer idade,
e até gente não nascida).
Somos muitos Severinos
iguais em tudo e na sina:
a de abrandar estas pedras
suando-se muito em cima,
a de tentar despertar
terra sempre mais extinta,
a de querer arrancar
algum roçado da cinza.
Mas, para que me conheçam
melhor Vossas Senhorias
e melhor possam seguir
a história de minha vida,
passo a ser o Severino
que em vossa presença emigra.







sábado, 9 de julho de 2011

O Aluno e o Mestre

O aprendiz tem muito empenho, absorve do mestre seus ensinamentos, uns com mais facilidade que outros. Nasci um vínculo que os marca para toda vida. Um dia porém é chegada a hora do aluno ser igual ou superior ao seu mestre... sendo sinal de que o foi aprendido teve afeito. Admiração, respeito e o desejo de vencer supera todos os obstáculos. Cada qual segue se caminho, o mestre vê os frutos de sua obra e o aluno põe em prática tudo que foi absorvido. Todo o efeito tem sua causa...
 E a humanidade sente as causas disso.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

cintilante...



O brilho no olhar, mergulhando fundo nàlma
Um mistério que envolve a ténue linha da realidade e do surreal
Desabrocham sentimentos que confundem todo o ser
Daí em diante o coerente não mais existe e resta apenas se entregar e sofrer.


                                                                                                                                   Eugenia

sábado, 2 de julho de 2011

Para Recordar

 
Quando não puder mais me ver, me procure na brisa que toca seu rosto...
No burburinho das águas mansas de um rio, no voar frenético da borboleta.
Quando se lembrar de mim, sinto o cheiro das flores do campo e ouça o cantar dos passarinhos...
brinque com os cachorros na rua e tome banho de chuva no verão.
Quando me esquecer, ria mais, brinque mais e ame absolutamente muito mais...
Porque eu quando te via, te amava e acima de tudo queria te ver completamente feliz...

                                                                                              Eugenia

sexta-feira, 1 de julho de 2011

"– A vida, senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem pára de piscar chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos – viver é isso. É um dorme e acorda, dorme e acorda, até que dorme e não acorda mais [...] A vida das gentes neste mundo, senhor Sabugo, é isso. Um rosário de piscados. Cada pisco é um dia. Pisca e mama, pisca e brinca, pisca e estuda, pisca e ama, pisca e cria filhos, pisca e geme os reumatismos, e por fim pisca pela última vez e morre. – E depois que morre?, perguntou o Visconde. – Depois que morre, vira hipótese. É ou não é?"

                                                                                  Monteiro Lobato    

                                           


Fofas


Gabriel Joaquim dos Santos "Arquiteto de Sonhos"

·   Eu tenho um pensamento vivo. ·   Sonho pra fazer e faço. ·   A casa depende do espírito, é uma casa espiritual. ·   Aquelas fl...