segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011



Mulheres nunca deveriam ser espancadas, nunca jamais em tempo e circunstância alguma...
Há casos em que não se tem saída, só mesmo fugindo...desaparecendo. As palavras, as humilhações,  o lar que deveria ser abrigo se torna um campo de refugiados, são anos de covardia e submissão. Não existe a quem recorrer, por medo e vergonha escondemos as marcas das agressões. Muitos vezes somos mortas logo após a denúncia e isso justiça alguma consegue impedir.
e sempre a mesma  promessa " Eu vou mudar, querida... eu vou mudar".

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

...a dois passos do Paraíso


A Mamba já fora a ruína de muitos homens, caprichosa fazia de seus amantes o que bem entendesse. Os escolhia por acaso, se o sorriso lhe agrada-se ela deixava-se conquistar.
Os homens que ela seduziu foram muitos de novos a velhos ela não fazia distinção contanto que ficasse satisfeita. Nunca teve alguém realmente pra si, apesar de bonita os homens não queriam mais que um caso sem grandes consequências. Pra ela estava ótimo assim no começo, mas agora com certa idade se cansou das aventuras e procurava alguém especial feito ela. Não era má a coitadinha, apenas de antecedentes ruins e de péssima reputação, como se fazer acreditar com um histórico desses...
Já cansada pensa na solidão, seus filhos já crescidos e longe do ninho, partiram cedo demais obrigando a Mamba a querer viver novamente, formar outra família.
Empolgada arruma-se toda, quer ver o Sultão ainda esta noite, põe vestes escarlates e capricha na pintura, a ingênua quer fazer com que o Sultão lhe ame. Se esgueirando pelos corredores ela entra no hárem e transforma-se em mulher, as meninas estranham quando a vêem, por não terem visto antes . A Mamba se acomoda em uma das almofadas e pede a seus deuses que ele passe hoje por lá.
As horas escorriam lentamente e nada do Sultão aparecer, ela se agitava, preocupada decide partir daquele lugar, com certeza ir até lá não foi uma boa ideia.
Quando deu as costas o Sultão entra, estava mais bonito que nunca, cabelos negros, seus olhos castanhos demonstravam sabedoria e cansaço. Percebeu aquela mulher que saia e pediu para que se virasse. A Mamba tremeu, ele certamente não aprovaria ela estar aqui, em seu castelo.
Quando ele a reconheceu, correu e abraçou-a forte, beijando-lhe a testa, afinal a dava como perdida para sempre. Segurou-lhe pela cintura e a levou para longe, pra fora de seus domínios, a desejava, mas assumir não agora e talvez nunca...
Não se amarão desta vez, contaram estrelas, falaram dos antigos testamentos e a vida de cada um, ele a observava quieto e sombrio, poderia matá-la ali mesmo e seus problemas acabariam em um segundo. Mas faltou coragem, sua única vontade era te-la em seus braços pra sempre...
A serpente como se adivinha-se o perigo que corria chorou frente ao seu algoz que de pena a apertou contra o peito. Ela não conseguia fugir, estava cansada de tudo, se fosse para morrer que fosse pelas mãos dele. O Sultão afagou seu cabelos e a beijou lentamente, queria que o tempo parasse. Amava demais aquela estranha criatura. O Sultão montou em seu cavalo e a levou para longe de seu reino e dele próprio, não acreditava nem em si mais e nem em mais nada...
A Mamba agora estaria entregue a própria sorte?
Já amanhecia quando ele a entregou a um de seus súditos e lhe deu ordens para que a protegesse com a vida se preciso fosse, ele voltaria em breve, assim que pensa-se numa forma de ficar com ela.
Despediram-se cheios de carinho, ele estava feliz como nunca, sorria e até fazia pequenos gracejos. A sua amante no entanto disfarçava uma grande angústia de nunca mais ver o homem que tanto amava partir e não voltar nunca mais. Sabia de seu amor por ela, mas até que ponto ele aguentaria essa situação incomum.
Se amarão ardentemente, como se fosse a última vez, ela não queria se soltar dos braços de seu amante que a esperou adormecer para poder partir dali sem lágrimas.
Ao acordar a Mamba permaneceu ali paradinha com as mãos cobrindo o rosto, sua pele queimava seu rosto ardia e o choro rompeu como cachoeira, ficou assim por horas a fio. Ela o queria de volta, e não sabia se ele voltaria...
A serpente virou uma dócil cobra doméstica, e com o passar dos dias foi se sentindo sonolenta, fraca e faminta. Comia tudo que via pela frente, estranhou mas achou que não fosse nada. Até notar seu ventre crescendo cada dia mais. O amor que ela sentia pelo Sultão agora se dividia em dois, por ele e pelo filhinho que ela carregava com todo carinho. A saudade aumentava ao passo que a barriga crescia.
Ela queria o seu Sultão, o pai do seu filho...
Passados alguns meses a Mamba já havia perdido as esperanças de vê-lo novamente até que sentindo as dores do parto decide ter o seu bebê longe daquele cativeiro em que se encontrava.
Fugiu sem dizer nada a ninguém, pensando que o Sultão não soubesse de seu estado. Os súditos ficaram loucos procurando a protegida do Califa e não conseguiram encontra-la. Agora sofreriam as consequ~encias com a raiva do Sultão.
Em meio a dores insuportáveis ela deu a luz uma menina linda de olhos escanhos feito o pai, seu rostinho tão pequeno e frágil. A mãe a cobriu com paninho leve e andando devagar naquela noite enluarada sorriu agradecida pela benção de ser mãe novamente.
Assim que o Sultão soube do ocorrido mandou chicotiar os súditos desleixados e seguiu a procura de sua família, sim era desse jeito que o Sultão pensava agora.
Por noites e dias ele as procurou quando se dando por perdido adormeceu embaixo de uma árvore. Quando deu por si, já era noite e tinha fome, fez então uma fogueira e bebeu água somente, procuraria algo para caçar pela manhã.
Naquele deserto pouco há para se comer, o Sultão estava fraco e faminto quanto viu uma cobra estranha diferente daquelas que estava acostumado branquinha... não pensou duas vezes, cortou-lhe a cabeça. Ao fazer isso percebeu um filhotinho sair debaixo de barriga, pequenino. Com o susto ela se transformou em um bebê novamente e sugou as últimas gotas de leite de sua mãe. O Sultão arrependido gritava aos céus para que não fosse verdade. Amava Mamba verdadeiramente e faria tudo por ela, como pode se enganar assim?
Ela era negra e a cobra que ele matara era branca. Com o esforço que faz para dar a luz ela trocou de pele e está com o reflexo da luz a tornara albina por isso ele não a reconheceu.
Amargurado ele pega a linda menina e leva dali para seu castelo, onde com todo amor cuidaria de seua princesinha cobra. A Mamba permaneceu naquele deserto quente, seu corpo foi coberto pelas areias quentes, onde até hoje nenhum homem ousa por os pés sem um cantil de água. Pois diz a lenda que ela ainda surge em noites enluaradas pedindo àgua aos viajantes...
O Sultão morreu de tristeza pouco tempo depois desejando encontrar novamente sua amada.
A Mamba filha cresceu forte e virou uma guerreira desbravando mundo afora, tinha o sangue sultão do pai e a sensualidade réptil da mãe, o fim dela ninguém sabe, mas com certeza toda mulher tem um pouco dela dentro de si...

Fim

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

...a dois passos do Paraíso

O Sultão volta pro castelo desorientado, não sabe onde buscar a fêmea que o seduzira. Sua posição real tem regras e limites e transgredi-las poderia desencadear a fúria geral. Não importa a opinião alheia ele é o Sultão que conquista impérios inteiros e a conseguiria de qualquer custo. Vasculhou sozinho boa parte do deserto onde a vira pela primeira vez e nada, nem sombra daquela deusa negra e sombria que o enfeitiçara com sua beleza e candura. Tão doce como a tâmara, tão inebriante como o vinho e mortal feito a serpente...
O poderoso é  um governante sábio e astuto, por isso ninguém conseguiu usurpar seu poder.
Ventava muito no deserto, ele nunca em seus cinquenta anos tinha visto uma tempestade de areia assim, tão forte e que perdurava há dias seguidos. Temia por sua amante encantada, onde estaria ou com quem estaria? O ciúmes se enraizavam no corpo do Sultão, ela lhe pertencia e só ele a teria.
Passadas algumas horas a tempestade cessa de repente, intrigado procura seus magos para saber mais a respeito. Não disse nada sobre ela, o seu segredo, sua jóia rara.
 Sentia saudades, seu corpo queimava feito brasa.
O harém seria sua salvação nesse momento, mulheres ansiosas por um toque seu. Escolhei uma deusa de ébano que até então nunca tocara . Levou-a para um aposento reservado, sua pele emanava cereja, seu corpo arrepiou-se e a tomou com todo o desejo que sentia... Quando de súbito, seu rosto empalideceu. A virgem que dividia a cama não era sua serpente e esbravejou que dali se retira-se imediatamente. A donzela sem entender nada correu assustada com medo de algum castigo contra si.
Transtornado saiu à procura da esposa, nessas horas dormir ao seu lado o confortava, apesar de tudo. A sultana sabia que algo estava errado, mas enquanto ele estivesse a seu lado manteria a pose de realeza.
Ao amanhecer a Sultana caminha feliz por seu castelo, desejo um filho do Sultão para que sua felicidade fosse completa, casados há anos, ela deseja realizar esse sonho...
Já o Sultão deveras ocupado não se importava, mães para filhos seus ele tinha, sessenta e sete alias sessenta e nove, contando com a esposa e a Mamba-Negra.
Não queria acabar com os planos da Sultana, ela seria a única mulher a conceber filhos seus. Pelos menos era assim que ele pensava, naquela época.
Em sua toca a cobra sofria mais uma dolorosa transformação, ela se contorcia toda e gemia de dor. Já não aguentava mais se dividir em duas, a mulher ou a cobra, ela teria de decidir e rápido, seu corpo estava frágil e as dores eram insuportáveis. A Mamba- Negra reluzia sob a luz do luar, seu rosto meigo demonstrava tristeza, desejava o Sultão verdadeiramente, mas quem acreditaria nisso, nem o Sultão acreditava...
Seu corpo negro e macio estava a cada dia mais lindo e harmonioso, o amor lhe fazia bem e ansiava por mais um encontro de amor com o homem ardente que dias antes a fez vibrar de prazer.
A Mamba estava trançando um destino incerto...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

...a dois passos do Paraíso



Passadas algumas horas, o Sultão entra em seu harém, lá suas concubinas estão a sua disposição, sorridentes. Basta um aceno, um olhar ou um toque. Era assim que ele costumava chamar a atenção delas. Imaginem uma sala altamente luxuosa e cores vibrantes e jóias cobrindo mulheres semi nuas, loucas por uma noite com o grandioso. O Sultão por sua vez nunca demonstrou interesse especial por nenhuma delas, as escolhia pelo comprimento dos cabelos ou pela cor dos olhos, preferia as com cara de ninfa...
As viu uma a uma e não quis deitar-se com nenhuma sequer, saiu cabisbaixo, estava mudando algo dentro de si, nunca havia acontecido isso antes, todas as noites ele ia ter com suas mulheres e no sétimo dia se reservava para a esposa.
Ao amanhecer o Sultão foi andar pelos seus jardins, digo isso porque não era o seu costume admirar as flores, o céu e os pequenos insetos que delas se alimentavam. Ficou de súbito furioso e imaginou aquela maldita cobra está me fazendo fraquejar, saiu dali amaldiçoando o pobre réptil.
Montou seu garanhão e imponente indagou se seus inimigos queriam tanto a sua cabeça que chegariam a esse ponto, usar tão desprezível animal. Decidiu não perder mais seu precioso tempo com uma mulher cobra ou cobra mulher, que fique no deserto e morra de uma vez, afinal o que viria de bom de um bicho tão mortal.
Quando surgia um problema na rotina do Sultão de imediato ele resolvia no campo de batalha, mas desta vez a guerra era contra si próprio. Seus sentimentos mais íntimos estão à prova e espada alguma pode decepar a raiz da paixão...
Passaram-se os dias, ele se esqueceu sua terrível inimiga, e as visitas ao harém se tornaram mais frequentes e as mulheres estavam felizes, noitadas regadas a vinho e isensos. Menos sua sultana que amargava a frieza oriunda de mulheres com homens que tem o poder nas mãos. Culta e de origem nobre não admitia ser subjugada daquela maneira, abaixar a cabeça não fazia parte de sua natureza arrogante.
O Sultão pernoitara em uma cabana no deserto, embriagado não conseguia nem levantar-se quando viu um vulto de algo rastejando do lado de fora, pensou em berrar aos seus soldados. Quando um belo corpo, com curvas fascinantes adentra em seu leito, seus cabelos negros e curtos como o de uma guerreira, rosto meigo, porém altivo e intrigante. Ela debruçou-se sobre seu corpo e beijou-lhe a boca com loucura, sua boca emanava mel e mirra. Seus seios pequenos e macios encaixavam-se perfeitamente nas mãos de seu algoz que os acariciava com ternura e voracidade. Passou a noite mais ardente de sua vida com aquela desconhecida que o deixou sem dizer nada nem adeus.
O sultão provou o doce veneno da paixão...


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

...a dois passos do Paraíso

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 O garanhão " Luz Negra" para e o Sultão desperta de seu sonho, se vê diante de seu palácio suntuoso e magnífico. Quantos inimigos enfrentou para manter seu império, seu poder e sua força ante os adversários. Não era completamente feliz, no entanto tinha o poder e isso ninguém poderia destituí-lo. Sua mulher altiva e altamente severa inflingia em seus subordinados os mais severos castigos...isso incomodava o Sultão mas não a ponto de deixa-la, ele dispunha de suas concubinas nas horas de aflição, seu hárem tinha 67 mulheres de todas as etnias e feições...
Refletiu sobre seus delírios com a estranha aparicão daquela cobra assustadora, porém enigmática e encantadora.
O sultão se recolhe a seus aposentos, hoje o poderoso homem que enfrentou as terriveis Cruzadas está sem ânimo para festejar... ele conseguiu tudo que poder e as riquesas pode oferecer. Mas por dentro é um homem sozinho. Sábio e amante dos pergaminhos reservava o tempo que sobrava para observar as estrelas e procurar orientação nos astros. Não cria em deuses, seu único Deus era sua espada...
Aquela mulher com olhar de doce veneno, secava-lhe a boca e o fazia arrepiar-lhe a nuca só de pensar em contato com tão enebriante aparição.
O Sultão essa noite desejava voltar a ter o mesmo sonho e reve-la, a deseja ainda mais. Ele sabe que tem que ter cautela, sua esposa não é submissa e seus oponentes vivem á procura de um ponto fraco. não permitirá que ninguém saiba dela, pois nem ele mesmo sabe quem ela é e de onde veio. O nervoso toma conta de seu corpo, que transpira de ansiedade e desejo, o Sultão adormesse e vê a nuance de um corpo de mulher através das cortinas, ela dança sensualmente pra ele, que vê tudo fascinado, aquele corpo com gestos tão encantadores. Os olhos dela penetravam nos dele, o véu o deixava ainda mais curioso. O destemido Sultão agora sentia medo, não da mulher que alí o enfeitiçava mas sim do que ela o forçaria a fazer...
De súbito ele sente mãos acariciar-lhe o peito, ele ardente de desejo a puxa contra si e a beija, misturando sonho e realidade, a boca que toca seus lábios ele conheci bem, se levanta assustado, procura sua dançarina misteriosa e só o que vê e a mulher que devide há anos o mesmo leito. Desonrientado desce as escadas e toma uma taça de vinho, essa noite ele não volta aos seus aposentos.

continua...

domingo, 20 de fevereiro de 2011

...a dois passos do Paraíso



O valente Sultão galopa pensativo, seria aquela cobra enviada para atacar-lhe? Afinal muitos almejam estar em sua posição. Ou uma princesa encantada pela magia de uma bruxa má?
O olhar daquela serpente lhe intrigava, o que aquele animal perigoso queria dele? O Sultão pensa, pensa e acaba adormecendo em seus delírios...sonha com uma linda mulher sedutora e misteriosa que o leva a um labirinto de onde ele a perde de vista, sai a sua procura desesperado, sente seu perfume encantador em todo lugar, lá o Sultão esquece a posição que tem e os perigos que corre, pensa somente em ter aquela Vénus em seus braços fortes e possuí-la para si. Ele escuta suas súplicas mas não a vê, caminha a esmo atrás daquela que pode arruinar sua vida,com promessas vãs de amor. Corajoso ele enfrente minotáurus, tridentes e gigantes para salvar sua indefesa dongela. De relance ele vê por segundos o rosto de sua protegida e seu olhar misterioso lhe faz gelar a alma... O que ela quer do Sultão! Uma noite de volúpia, um mero capricho ou os carinhos que ele tanto deseja? Ele não sabe, confia em sua intuição de guerreiro, a princesa é uma presa a sua altura e ele vai correr o risco de encontra-la, custe o que custar...

Continua...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

...a dois passos do Paraíso

Ele se foi, partiu simplismente...
Sem aviso prévio, sem bilhete e nem recado, fiquei ali parada olhando o deserto se abrindo à minha frente.
A dois passos do Oásis, morro de sede... pois me negaste a àgua que eu preciso pra viver.
O sábio Sultão montou em seu cavalo negro, saiu calopando de volta a seus domínios, reinar em paz com sua sultana.
Eu, a Mamba Negra, timída e mortal me transformaria em sua concubina favorita se preciso fosse... fiquei ali paralizada diante da beleza do Sultão. Jamais lhe faria mal algum... Mas ao deparar-se com tão temído animal ele afastou-se e se foi. Não me afugentou e nem me chicoteou, apenas deu as costas e partiu.
Essa é mais uma história para por nos livro Das Mil e Uma Noites. Uma bela história de ser ouvida, não há final feliz, não para a Mamba Negra Mamba-negra 1

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Não existe tempo pra dúvidas...

  Que a esperança permaneça mesmo quando seu coração já não aguenta mais...

Não desanime, acredita... Não permita que ninguém diga que não és capaz. você pode muito, basta querer.

Não passe sua vida pensando somente, reaja, faça acontecer, amanhã pode ser tarde demais...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Da Cabeça Aos Pés



Você me conhece da cabeça aos pés
Sabe me prender e me deixar assim
Basta um simples toque para me render
Sabe onde está o ponto fraco em mim


Quando estamos longe um do outro eu sinto
Faltar um pedaço do meu coração
Porque sem respirar seu ar eu não existo
Vai além dos limites da minha razão


Somos assim, um só coração
Duas almas gêmeas, que se amam
Feitos um pro outro, pura emoção
Que Deus criou, que Deus criou


Somos assim, amor e paixão
Duas metades que se completam
Os nossos desejos se chamam, se atraem
Pela força do amor

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Passageiros de algum trem



Nossa vida é:


como uma viagem de trem, cheia de embarques e
desembarques, de pequenos acidentes pelo caminho, de
surpresas agradáveis com alguns embarques e de
tristezas com os desembarques...


Quando nascemos, ao embarcarmos nesse trem,
encontramos duas pessoas que, acreditamos, farão
conosco a viagem até o fim:
Nossos pais. Não é verdade?


Infelizmente, em alguma estação eles
desembarcam, deixando-nos órfãos de seus carinhos,
proteção, amor e afeto.


Muitas pessoas tomam esse trem a passeio.
Outros fazem a viagem experimentando somente tristezas.
E no trem há, também, pessoas que passam de vagão a vagão,
prontas para ajudar a quem precisa. Muitos descem e
deixam saudades eternas.


Outros tantos viajam no trem de tal forma que, quando desocupam seus assentos,
ninguém sequer percebe.
Curioso é considerar que alguns passageiros que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes do nosso.
Isso obriga a fazer essa viagem separados deles.
Mas claro que isso não nos impede de, com grande dificuldade, atravessarmos
nosso vagão e chegarmos até eles.
O difícil é aceitarmos que não podemos nos assentar ao seu lado, pois outra pessoa estará ocupando esse lugar.


Essa viagem é assim:
cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, embarques e desembarques.
Sabemos que esse trem jamais volta.
Façamos, então, essa viagem, da melhor maneira possível, tentando manter um bom relacionamento com todos os passageiros, procurando em cada um deles o que tem de melhor, lembrando sempre que, em algum momento do trajeto, poderão fraquejar e, provavelmente, precisaremos entender isso.


Nós mesmos fraquejamos algumas vezes.
E, certamente, alguém nos entenderá.
O grande mistério, afinal, é que não sabemos em qual parada desceremos.


E fico pensando:
quando eu descer desse trem sentirei saudades? Sim. Deixar meu filho viajando nele sozinho será muito triste.
Separar-me de alguns amigos que nele fiz, do amor da minha vida,
será para mim dolorido. Mas me agarro na esperança de que, em
algum momento, estarei na estação principal, e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem, que não tinham quando desembarcaram.


E o que me deixará feliz é saber que, de alguma forma, posso ter colaborado
para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.
Agora, nesse momento, o trem diminui sua velocidade para que embarquem e desembarquem pessoas. Minha expectativa aumenta, à medida que o trem vai
diminuindo sua velocidade... Quem entrará? Quem saíra?


Eu gostaria que você pensasse no desembarque do trem, não só como a representação da morte, mas, também, como o término de uma história, de algo que duas ou mais pessoas construíram e que, por um motivo íntimo,
deixaram desmoronar.


Fico feliz em perceber que certas pessoas, como nós, têm a capacidade de reconstruir para recomeçar. Isso é sinal de garra e de luta, é saber viver, é tirar o
melhor de "todos os passageiros". Agradeço a Deus por você fazer parte da minha viagem, e por mais que nossos assentos não estejam lado a lado, com certeza,
o vagão é o mesmo.

Autor:( Silvana Duboc )

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Trilhas da vida


                                                    Sempre haverá mais de um caminho...

TREM BALA- Ana Vilela (LETRA)