quinta-feira, 9 de junho de 2011

Coração é terra que ninguém vê


Quis ser um dia, jardineira
de um coração.
Sachei, mondei - nada colhi.
Nasceram espinhos
e nos espinhos me feri.


Quis ser um dia, jardineira
de um coração.
Cavei, plantei.
Na terra ingrata
nada criei.


Semeador da Parábola...
Lancei a boa semente
a gestos largos...
Aves do céu levaram.
Espinhos do chão cobriram.
O resto se perdeu
na terra dura
da ingratidão

Coração é terra que ninguém vê
- diz o ditado.
Plantei, reguei, nada deu, não.
Terra de lagedo, de pedregulho,
- teu coração. Bati na porta de um coração.
Bati. Bati. Nada escutei.
Casa vazia. Porta fechada,
foi que encontrei...





2 comentários:

jair machado rodrigues disse...

Belo poema triste, pude rever uma parte de minha vida, que tudo fiz(será que fiz tudo, mesmo?)para conquistar um coração, falhei...agora lendo teu poema pércebi, era uma casa vazia.
ps. Um imenso abraço de casa cheia minha amiga.

Gheni disse...

Eu adoro a Cora, tenho muito dela em mim...
Aliás meu amigo têns escrito coisas lindas últimamamente.
eu acho que os corações que que tentamos conquistar estavam fechados somente pra nós.

Um abração meu querido e até breve

Gabriel Joaquim dos Santos "Arquiteto de Sonhos"

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