quinta-feira, 30 de julho de 2009

Tempestade

Eu não sabia ao certo oque escrever e depois de muito pensar resolvi falar da minha vida. Depois que lerem meu relato peço que esquecem as partes mais tristes se é que isso seja possível, nosso cerébro parece que assimila melhor as coisas ruins de nossas vidas. Não me achem melancólica pois na verdade não o sou, apenas tomei a liberdade de expor a caixa preta da minha vida por pura necessidade mesmo, se não o fizesse me auto sufocaria.

Bem vamos lá eu nasci em Biritiba Mirim uma pequena cidade no interior de Sp, eu sou a terceira filha do casal, minha mãe perdeu o primeiro e por causa do trauma fez o segundo o meu irmão Jorge Ricardo, ele foi agraciado com o nome do primeiro filho falecido (Ricardo) e depois disso ela jurou que filhos nunca mais ela teria. Pois é já no quarto mês de gravidez sem apresentar nenhum sintoma ela em viagem a Ibitinga foi até o galpão do meu avô e comeu quetro dúzias de bananas foi ai que ela desconfiou e comeu a treva da minha quase vida, assim que voltou ela começou tomar chás, poções, remédios e meu pai insistindo que isso era um crime (será mesmo ela estava convicta que filho um bastava e amor ela não tinha pra mais um, quanto sofrimento ela pouparia não é mesmo). A gravidez seguiu seu curso eu havia vencido por enquanto bem chegando a data do suposto parto meu mandou chamar minha avó e uma mocinha de babá as coisas já estavam estranhas, a mãe do prefeito local que era parteira fez o parto naquele primeiro de maio de 1971 com 4.990 kg eu nasci às 6 da manhã de parto normal não chorei nem chorava muito talvez por no intimo saber que ninguén ligava

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Lá vem a vida me convidando para sorrir... Desculpe, estou sem vontade. Lá vem a vida me convidando à dançar... Desculpe, não aprendi ...