quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Enquanto isso na cabaninha

Paixão
Aqui perto da minha casa em um grande terreno baldio, acamparam por lá um casal de sem terra. Ele é negro e ela loira, vivem de maneira precária sem conforto algum, água, encamento ou rede de esgoto. Para cozinhar ela pega água em uma mina próxima, vivem de donativos doados pelos vizinhos.
O mais interessante acontece à noite, depois que todos apagam suas luzes eles começam a festinha.
A jovem  grita de prazer quando seu parceiro lhe dá umas palmadas no bumbum e pergunta com linguajar chulo se ela está gostando. Ela grita que sim, que adora apanhar e quer mais e mais. Isso se estende noite à dentro para deleite de alguns e fúria de outros. Em meio a tanta pobreza e caos existem pessoas que curtem a vida ao extremo sem luxo e expectativas. Confesso que tambêm era mais feliz quando não tinhamos quase nada, a união prevalecia em minha casa.
 Ver a história de amor desde casal é inspirador, fazer um pouco de barulho e algazarra até que não faz mal a ninguém.
 Já foi tudo quanto é autoridade pra acabar com o ninho dos pombinhos e cessar seus arrulhares.

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