terça-feira, 6 de setembro de 2016

Longevidade tomada pelo tempo,
tombada sobre as cercas
de qualquer lugar,
revirada chama em cadeias de amar,
candeias aos saltos na escuridão,
semblante de corada paixão,
vertigem só sobre o pó
dum chão dormente,
pouso sem pouso,
repouso morto,
sobras de uma insónia
onde descontente a noite mora,
hora que anoitece a cair,
que acontece a sorrir,
que chora e grita,
que estafada morre morta,
migalha à porta da má sorte
de entrelinhas à tona das águas
que os olhos a eito entornam
sob o peito o ar que abafa
e desfoca a cara,
lágrimas que a poesia detona,
que rebentam na alma
em silêncio,
Perturbações verdadeiras,
fogueiras que enforcam
a voz do vento,
com saudade e adeus,

corda presa ao céus,
estátua viva
num jardim de mil sombras,
peneiras de muita idade
nas fronteiras de ser
ou não ser.
Maturidade.

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Lá vem a vida me convidando para sorrir... Desculpe, estou sem vontade. Lá vem a vida me convidando à dançar... Desculpe, não aprendi ...