terça-feira, 15 de março de 2011

Amar


Eu quero amar, amar perdidamente!

Amar só por amar:

Aqui...além...

Mais Este e Aquele,

o Outro e toda a genteAmar!Amar!

E não amar ninguém!

Recordar?Esquecer?Indiferente!...

Prender ou desprender?É mal?É bem?

Quem disser que se pode amar alguém

Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:

É preciso cantá-la assim florida,

Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó,cinza e nada

Que seja a minha noite uma alvorada,

Que me saiba perder... pra me encontrar...


Florbela Espanca

2 comentários:

jair machado rodrigues disse...

Querida amiga Eugenia, sou um apaixonado por Florbela, que amou como só os loucos conseguem,os desesperados, amou como nunca, como sempre, como pra sempre...delicioso poema. Ainda quero amar perdidamente novamente, quero flutuar outra vez, levitação que só o amor nos faze sentir, enquanto isso não ocorre, sairei por aí lendo poemas de amor ao vento, quem sabe eu não escute um poema de amor poara mim ?
ps. Adorei tua postagem.
ps.2 Um gigantesco abraço amiga.

Gheni disse...

Oi Jair
Eu também adoro a Florbela, e especialmente esse poema é um dos meus preferidos.
" Se eu hei de ser pó, que eu viva intensamente o hoje" não é mesmo?

Um abração meu amigo.

Lá vem a vida me convidando para sorrir... Desculpe, estou sem vontade. Lá vem a vida me convidando à dançar... Desculpe, não aprendi ...