quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Eu...



Por tantas vezes eu tentei chegar a perfeição, descobrindo depois que de nada adianta...


A vida passa tão rápido que mal dá tempo de fazer despedidas, tenho medo de tantas coisas que ainda desconheço. Me sinto tão fraca e indefesa, não sei explicar porque. Sempre tive que ser tão forte e determinada desde tão cedo e agora que sei que meu único irmão vai demorar pra voltar eu desmoronei.


Quero perto de mim as pessoas que amo...mas nem tudo é tão fácil, todos tem seus compromissos, suas vidas...


Não sou de me lastimar, mas sabe quando a vida chega num ponto em que as mudanças são necessárias? Eu sinto que preciso de algo que ainda não sei ao certo o que é.


Sou uma mulher que vivo intensamente cada momento, pois julgo a vida preciosa demais pra ser desperdiçada. Tenho muitas coisas ainda por fazer e outras de que não abrirei mão jamais...


Me sinto pela metade e isso me machuca muito pois por mais que eu faça não consigo sair desse labirinto.


Tem que ter muita coragem pra se expor assim, mas não me importo tudo já chegou a um ponto que se eu não desabafo acabo sufocando.


Sou o esteio da família toda e por isso as cobranças são maiores em cima de mim, cansei de tudo quero me dar um tempo, fazer coisas jamais pensadas, assumir minhas loucuras.


Quem me vê escrever isso e me conhece bem deve achar que estou pra pirar, não é isso quero apenas ser o que sempre tive vontade uma mulher sensível,que chora e gosta de ser caseira.

Que adora cultivar rosas e cuidar dos bichinhos doentes que aparecem vez em quando.


Como podem ver sou assim por vezes ingénua também...


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TREM BALA- Ana Vilela (LETRA)