sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Escassez de frutas



Passeando certo dia pelo pomar da chacrinha de um amigo eu notei que suas árvores estavam secando. Fiquei abismada com aparência que ficarão, seus troncos acinzentados e suas folhas secando um pouco por dia, me entristeci por dentro. Eu estava acostumada andar por todo aquele campo verdinho, ver as árvores frondosas e os pássaros à cantar. Eu me sentava na sombra de uma delas e ficava a cismar e pensar na vida. Ali eu me sentia feliz por completo e nada faltava. O que vou fazer agora sem minhas frutas docinhas, meu sossego e sombrinha boa em baixo do pé de jaca? Tratei logo de saber o que estava acontecendo, aquele paraíso não poderia se perder assim tão de repente, fui ter com meu amigo que me explicou que não tinha mais tempo pra cuidar das plantas e os animais que pastassem por si. Depois que ele se apaixonou por uma guria uns 25 anos mais nova deu pra beber e arrumar brigas nos bares das redondezas. Me prontifiquei a ajudar mais ele orgulhoso e com receio que eu toma-se posse do lugar negou minha ajuda e me proibio de voltar. Fazer o que? A propriedade era dele e eu era somente visita, então parti e nunca mais voltei. Passados alguns meses fazendo trilha pelos campos avistei minha querida chacrinha e dela quase nada restara, foi ai que senti uma lágrima fria escorrer no meu rosto, pois naquele dia eu soube que meu amigo havia perdido a razão de viver e eu o meu pequeno e feliz refugio...




















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Lá vem a vida me convidando para sorrir... Desculpe, estou sem vontade. Lá vem a vida me convidando à dançar... Desculpe, não aprendi ...